Para sempre Juliana e Pedro

No bar ela entrou pronta para o desfecho no macho cobiçado. Juliana sabia que de hoje ele não passaria. E lá chegou, bonita e cheirosa. O macho, Pedro, já estava à espera da fêmea, Juliana.

E lá foi a Juliana. E lá estava o Pedro. Estavam na fissura. Os dois se achavam bonitos e isso bastava. Na mesa do bar vieram os beijos, a mão afoita de Pedro correndo nas coxas da Juliana. Juliana pedindo “cuidado, lugar público, talvez gente conhecida”. Pedro já maluco, implorando a saída, a conta, a “dolorosa” ao garçom.

Saíram afobados, correndo e se beijando. Pisaram na calçada, meio trôpegos, desceram a guia da rua abraçados, de mãos dadas. Pedro olhou nos olhos de Luciana e disse “Você será minha para sempre!”. Luciana riu e retribuiu com um beijo.

Juliana e Pedro não viram o carro em alta velocidade que vinha na sua direção. “O amor cega”, dizem uns, “a paixão nos tira do chão”, diriam outros. Foram atropelados e jogados juntos a mais de 20 m da porta do bar. Os para-médicos e médicos afirmam que não sentiram dor, que a morte foi rápida...
 


Thereza Dantas é tudo, menos aquilo.