Paloma Kliss

Tímpanos anônimus no boteco

Sexta-feira pós recorde de ultra congestionamento. Em algum estabelecimento comercial ainda não interditado pela vigilância sanitária, protegido por toda a ilusão de democracia proporcionada pela localização num bairro relativamente “nobre e priviligiado”, jaz um par de tímpanos anônimos com atenção flutuante e hipersensibilidade auditiva...

Utêrus Éthylique Solitarius no Boteco

O assunto é sério, vasto, profundo, obscuro, talvez interminável, sob muitos aspectos polêmico. Um tabu, pronto! Que bem poderia ser tema de trabalho de conclusão de curso, pós-graduação, mestrado, doutorado e obtenção de título de PhD. Merecia seminários, debates, conferências, encontros internacionais e o escambau. Que as feministas digam o contrário e que as machistas considerem justo que seja assim.

DIRETORIA

Numa daquelas “sociais” que começam com meia dúzia de gatos pingados, evoluem para quase para uma centena de “gatos pardos” e acaba com “a diretoria” trancada do lado de dentro do boteco. Os habittues e suas saideiras infindáveis enquanto o garçom empilha as cadeiras...

B.O

Foi amoado pro meio do mato, babando, cheio de espuma escorrendo da boca, foi morrer sozinho. Bichinho simpático, cria de cadela de estrada, parido ao relento. Não tinha nem oito meses e antes que aprendesse na porrada a não atrapalhar o almoço de praia dos burgueses, o dono da birosca lhe ofertou carne com chumbinho. No dia seguinte, o assunto não era outro, a notícia correu a vila e acabou juntando um punhado de gente querendo tirar satisfação com o Fabão, dono do boteco.